Novos procedimentos obrigatórios, inclusive acidentes de trabalho e saúde ocupacional, e grandes diferenças de preços em órteses, próteses e materiais especiais (OPME). Esses são os problemas que mais afligem as operadoras de saúde no Brasil, segundo Mohamad Akl, presidente da Central Nacional Unimed. Por isso, estarão entre os temas discutidos pelos dirigentes das cooperativas médicas, no Fórum de Presidentes do Sistema Unimed 2010, nos dias 5 e 6 de agosto, em São Paulo.
Akl acredita que grande parte dos problemas enfrentados pelas operadoras são causados pela excessiva regulamentação do mercado, por intermédio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e de decisões judiciais que atropelam contratos e direitos das operadoras.
“Somos o único segmento da economia que é obrigado a prestar serviços que não fazem parte do contrato, por decisão judicial ou da ANS. Cada novo rol amplia os procedimentos que somos obrigados a atender sem repasse para as mensalidades dos planos”, explica o presidente da Central Nacional Unimed.
O caso das OPME´s é emblemático dos desafios que as operadoras de planos de saúde enfrentam: há imensa disparidade de preços, cartéis que dominam as vendas e que influenciam as aquisições por médicos e hospitais. “Ainda não conseguimos comprar, de uma só vez, tudo o que as 375 cooperativas Unimed necessitam. Mas, pelo menos, temos de reunir as compras de OPME´s das 10 ou 20 maiores Unimeds”, explica o idealizador do Fórum de Presidentes.
A força do cooperativismo médico
A primeira edição do fórum foi em setembro de 2009, em meio ao rescaldo da crise econômica. “Somos responsáveis por mais de 16 milhões de clientes. Detemos 34% do mercado de saúde suplementar. Se não nos unirmos em torno de problemas comuns, esta força se diluirá”, salienta Mohamad Akl.
A programação do Fórum de Presidentes do Sistema Unimed é bem ampla, para abranger as especificidades do segmento de planos de saúde. O jornalista Joelmir Beting, por exemplo, tratará do tema “A economia pós-crise e a saúde suplementar”.
Representante da ANS abordará a concentração do mercado de saúde suplementar – havia 2.700 operadoras entre 2000, hoje são menos que 1.700. “Se considerarmos operadoras de maior porte, efetivamente no mercado, a concentração está em menos de 50 operadoras”, afirma Akl.
A verticalização, por meio de recursos e serviços próprios – como hospitais, clínicas, laboratórios, farmácias –principal saída para os custos que atormentam os planos de saúde, será discutida no segundo dia do evento. O evento também contará com um painel sobre custos, o qual abordará como melhorar os Índices de Saúde Suplementar (IDSS) e os custos judiciais.
Agenda:
• Evento – Fórum de Presidente do Sistema Unimed 2010;
• Data – 5 e 6 de agosto (das 13h às 20h, no dia 5; das 8h às 16h no dia 6);
• Local – Novotel Jaraguá (Rua Martins Fontes, 71, Centro, São Paulo, SP);
• Mais informações: http://www.centralnacionalunimed.com.br/forumdepresidentes2010
Sobre a Central Nacional Unimed
A Central Nacional Unimed, a Operadora Nacional dos Planos de Saúde Empresariais Unimed, fechou 2009 com um faturamento de R$ 910 milhões. Hoje tem mais de 914 mil clientes, distribuídos nas cinco regiões brasileiras. Garantir a competitividade do Sistema Unimed diante das exigências do mercado e da legislação foi o principal motivo da criação da Central Nacional Unimed em 1998.