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7 formas de diminuir o estresse do cotidiano

7 formas de diminuir o estresse do cotidiano

7 formas de diminuir o estresse do cotidiano

24 Maio 2017

24 de maio de 2017.

Em um mundo cada vez mais cheio de estímulos, o estresse é quase uma regra. A princípio, o estresse funciona de maneira benéfica, pois prepara o organismo para reagir a alguma situação. Entretanto, o problema se dá quando ele se torna crônico e passa a se manifestar fisicamente. Mau humor, esquecimento, dificuldades em dormir, dores de cabeça, tontura e tensão física são alguns dos sintomas.

“Trabalhos recentes sugerem que o estresse de diferentes origens, como em casa e trabalho, esteja relacionado a eventos cardiovasculares distintos, incluindo angina e infarto. É possível que o estresse esteja até mesmo ligado ao aumento de mortes após um infarto", alerta Alexandre Holthausen, cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein. Por isso, listamos estratégias práticas que profissionais de saúde podem facilmente adotar para aliviar o estresse e melhorar sua qualidade de vida.

Mude sua maneira de lidar com as situações

O estresse pode ser causado por fatores externos – o que acontece no entorno, como a carga de horário pesada ou o temperamento dos pacientes, por exemplo – ou internos – que dizem respeito à maneira que você lida com o externo. Infelizmente, nem sempre é possível mudar os primeiros, pois muitos dizem respeito ao exercício da profissão. Por isso, a chave é transformar os segundos. “Quando não é possível mudar a rotina, é importante que se desenvolva uma forma menos estressante de lidar com ela. Por exemplo, pode-se não tentar resolver todos os problemas ou ter controle sobre tudo que acontece”, exemplifica Aurélio Melo, professor de Psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

“Se você faz plantões de 48 horas, considere se sua saúde física e mental realmente suporta isso. Existe o momento em que o organismo pedirá ajuda e será preciso diminuir o ritmo. Não dá para mudar tudo, mas é possível se adequar e focar nas coisas que são importantes”, completa Cristiane Werner Alasmar, psicóloga do Hospital Sírio-Libanês

Simplifique

Diante da impossibilidade de escolher tudo o que ocupa a vida, cabe ao indivíduo tentar simplificá-la o máximo que puder. A oferta de tarefas e obrigações é grande, cabendo a cada um fazer o possível para selecioná-las. “Do contrário, a vida passa a ser uma lista de deveres sem fim, sem sentido e sem prazer”, completa Melo. Aqui, vale avaliar o que merece ser priorizado, organizar a rotina e fazer uma coisa de cada vez, sem se perder no multitasking. Por exemplo, em vez de ir todos os dias ao supermercado, elabore uma lista de compras que permita que essa tarefa seja semanal. Silencie grupos de WhatsApp e permita-se ficar desconectado por um tempo. Aproveite o silêncio de vez em quando.

Tenha um hobbie

“Exercer uma atividade prazerosa é fazer furinhos em um copo d’água para que ele não transborde”, ilustra Alasmar. É ela que permitirá que você descarregue a tensão, se entretenha e tenha um momento de prazer. “Situações onde temos que nos armar geram muito estresse. Hobbies nos desarmam e nos deixam completamente à vontade, sem se preocupar com erros e críticas”, aponta Melo. Em suma, trata-se de um momento de repouso total, onde se permite à mente que vague para além da tensão cotidiana.

Respeite o ócio

A rotina atribulada faz com que muitas pessoas se sintam culpadas ao se permitirem ter algum tipo de descanso – o suficiente para que ela queira se exaurir antes de sentir-se merecedora. Contudo, o ideal é que ele ocorra no dia a dia, e não apenas nas férias de final de ano, por exemplo. A verdade é que 365 dias de trabalho sem repouso é tempo demais. O ideal é parcelar os 30 dias de férias em três ou duas vezes, assim, não se acumula cansaço. “A sobrecarga é a origem do estresse e, quando ocorre, se torna crônica. Por isso, é preciso haver espaço de ócio em meio às atividades”, orienta Melo. Mesmo se não der para viajar, permita-se conhecer restaurantes novos, dedicar-se a atividades diferentes ou simplesmente a se deleitar com um bom livro ao final do expediente.

Medite

Não é de hoje que a ciência vem provando os benefícios dessa prática – em especial do mindfulness, tipo de meditação que pode ser resumida à vivência do momento presente. A psiquiatra Elizabeth Hoge, professora da Harvard Medical School, defende que a técnica faz com que o paciente aprenda a reconhecer quando um pensamento ansioso é apenas autodestrutivo, ajudando-o a lidar melhor com a situação. “A meditação funciona como uma higiene mental, que permite ao indivíduo retomar o foco e atenção em si mesmo e romper a agitação”, explica Melo. Para praticá-la, basta sentar-se confortavelmente e prestar atenção à respiração por alguns instantes – a princípio, um minuto, que pode ser aumentado gradativamente.

Procure ajuda profissional

“Se o estresse atingiu um nível mal tolerado e o paciente, sozinho, não consegue operar mudanças em seu estilo de vida, um profissional especializado pode ser procurado”, enfatiza Holthausen. Tratamentos, sejam terapia ou medicação, devem ser feitos apenas sob indicação e supervisão de psiquiatras e psicólogos.

Fonte: Conexão Seguros



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