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Abril Marrom alerta para doenças que podem levar a cegueira

Abril Marrom alerta para doenças que podem levar a cegueira

Abril Marrom alerta para doenças que podem levar a cegueira

11 Abril 2017

11 de abril de 2017.

Cerca de 85% da nossa comunicação com o mundo exterior se dá através dos olhos, porém, para 6,5 milhões de pessoas do país essa comunicação não é possível por conta da deficiência visual, de acordo com o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Muitas das doenças oculares poderiam ter sido evitadas com diagnósticos precoces e, como forma de conscientizar sobre a necessidade de atenção com os olhos, começou neste mês a campanha Abril Marrom, com o objetivo de informar e prevenir a população dos diversos tipos de doenças que podem causar a cegueira. 

O oftalmologista e especialista no tratamento de catarata e retina clínica, Alexandre Tagliari Cestari, cooperado da Unimed Catanduva, explica que é necessário consultar regularmente um oftalmologista. “Toda a população deve ter cuidado com a visão e realizar consulta oftalmológica pelo menos uma vez por ano”, ressaltou.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 40 milhões de pessoas são cegas, destas, 80% dos casos de cegueira poderiam ter sido evitadas. Criada em São Paulo, em 2016, a ação tem o objetivo de diagnosticar estas doenças e tratá-las precocemente. Ainda segundo a OMS, 60% de doenças oculares são tratáveis e 40% das doenças que acometem crianças, como sarampo, rubéola e meningite, podem ser prevenidas com a vacinação. O último censo divulgado pelo IBGE apontou que 7,3 milhões de pessoas apresentam algum tipo de deficiência visual no Estado de São Paulo, sendo 143.426 cegas. Em Catanduva, 17 mil pessoas apresentam algum tipo de deficiência visual.

A prevenção começa desde o pré-natal, pois algumas doenças como a rubéola e a toxoplasmose podem causar cegueira e problemas neurológicos na criança. Após o nascimento, o teste do olhinho (Teste do Reflexo Vermelho, obrigatório em todos os hospitais e maternidade, por meio de lei estadual) é um exame importante que pode diagnosticar catarata congênita, glaucoma congênito e retinoblasma (um tipo de câncer gravíssimo) precocemente.

Na infância, a visão alcança a maturidade por volta dos cinco anos. Um lacrimejamento excessivo pode indicar glaucoma congênito; olho torto (estrabismo ou vesguice); dor de cabeça ou durante ou após realizar um esforço visual, como ler, desenhar ou escrever; franzir a testa para ler ou desinteresse por atividades que exigem boa leitura são sinais de que é necessário levar a criança ao oftalmologista.

Ainda na infância pode surgir a ambliopia, ou “olho preguiçoso”, no qual a visão não se desenvolve em um dos olhos e, com o passar do tempo, o cérebro ignora as imagens que vem desse olho fraco, fazendo com que a criança perca a visão. Na vida escolar é necessário ter atenção caso a criança apresente desinteresse ou dificuldade em aprender, pois nesta fase é possível a presença de problemas refrativos, como a miopia, astigmatismo e hipermetropia. É recomendável levá-la para um novo exame oftalmológico no início da alfabetização.

Na adolescência, entre os 13 e 20 anos, os jovens estão sujeitos ao aparecimento do ceratocone, uma doença que provoca irregularidade da córnea e que, às vezes, vem com hábito de coçar excessivamente os olhos. Essa doença não tem cura, porém, há tratamentos disponíveis que podem melhorar a visão e estabilizar o problema.

“Entre as principais doenças que podem afetar a visão na fase adulta estão: a catarata, sendo uma cegueira reversível, o glaucoma com cegueira permanente e a diabetes”, alertou o oftalmologista. Os cuidados devem ser maior com a visão a partir dos 40 anos e idosos com mais de 60 anos.

Doenças não controladas também podem favorecer a perda da visão como a retinopatia diabética, que de acordo com o especialista, é o resultado dos efeitos do diabetes nos vasos sanguíneos da retina. “São lesões retinianas causadas pelo diabetes identificadas por exame de fundo de olho”, disse. “Exames como mapeamento de retina e aferição de pressão intraocular podem detectar eventuais alterações da visão”, completou.

Ainda de acordo com o especialista, a catarata, se diagnosticada precocemente, é possível reverter a cegueira. “Nesse caso, é possível substituir o cristalino opacificado por uma lente artificial”, explicou. 



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