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Nos ‘bastidores’ da pandemia: acolhimento da Central Nacional Unimed salva vidas e renova esperança em Manaus

Nos ‘bastidores’ da pandemia: acolhimento da Central Nacional Unimed salva vidas e renova esperança em Manaus

Gestores relatam processo de cuidado e remoção de pacientes da cidade, enquanto acompanhantes agradecem carinho.

Nos ‘bastidores’ da pandemia: acolhimento da Central Nacional Unimed salva vidas e renova esperança em Manaus

Gestores relatam processo de cuidado e remoção de pacientes da cidade, enquanto acompanhantes agradecem carinho.

15 Fevereiro 2021

Para proporcionar o “Jeito de Cuidar Unimed” na prática em Manaus, em um cenário tão complicado, a Central Nacional Unimed conta com um time dedicado exclusivamente aos beneficiários da capital amazonense. Quarenta e nove colaboradores de diferentes áreas oferecem além do “habitual”. Diariamente, o time monitora, escuta, acolhe, remove/retorna pacientes e acompanhantes de volta para casa.

“Antes da crise da falta de oxigênio na região e de não ter leitos nos sistemas público e privado, estávamos com um plano de ação de contingência pronto. Não apenas lidamos com documentos e processos burocráticos. Fazemos questão de estar junto ao paciente, em contato constante com o acompanhante para auxiliar no que for necessário”, disse Luiz Eduardo Paez, superintendente Regional Manaus, Brasília e São Luís.

Mesmo não sendo a responsável pelo atendimento de intercâmbio na praça, a cooperativa nacional possui uma rede de apoio credenciada na região, onde tem uma carteira com 24.694 vidas hoje. Diante dos atuais acontecimentos, todos os esforços para honrar o apoio e cooperação do Sistema Unimed estão sendo promovidos para garantir que nenhum cliente Unimed fique sem atendimento no município.

“Não trabalhamos apenas para oferecer um plano de saúde. Estamos proporcionando o melhor cuidado para cada um dos beneficiários, sejam nossos, ou de uma coirmã que solicitou ajuda. Nossa missão é ‘cuidar de pessoas’. Cada internação e remoção é mais do que um número para nós. São histórias, famílias e expectativas”, enfatizou Alexandre Ruschi, presidente da Central Nacional Unimed.

 

Processo de remoção

De acordo com Hosana Ribeiro, supervisora de Atendimento da cooperativa nacional, do início de janeiro até o último sábado (6), 59 solicitações de transferências foram tratadas. Desse número, 24 foram removidos. Cinco não foram necessários graças à melhora do paciente, enquanto dois puderam ser direcionados para atendimento home care. Familiares de 20 não autorizaram por motivos pessoais e dois estão em planejamento.

“Primeiro, recepcionamos a solicitação via hospital ou pela equipe de Regulação da Central Nacional Unimed. Depois, acionamos os familiares/responsáveis pelo beneficiário para informar que a vaga será para outra localidade. Com a aceitação do familiar e a vaga cedida, acionamos os dois prestadores de transporte Aéreo (Uniair e Aeromédica) e acompanhamos toda a tratativa de contato entre médico assistente e médico da tripulação”, explicou.

E a transferência para outro Estado não se resume à organização da aeronave, com UTI móvel. Após programação e confirmação do voo do paciente, também são providenciadas passagem aérea e hospedagem ao acompanhante. O boletim médico é divulgado todos os dias pela própria instituição hospitalar. Hosana e Ana Lúcia dos Santos, também supervisora da Remoção da Central Nacional Unimed, revezam para garantir suporte 24 horas.

“Dentro da equipe de remoção, temos uma célula que acompanha o paciente e seu acompanhante até o retorno para a cidade de origem. Para os acompanhantes dos pacientes que estão em Manaus, além do boletim que eles recebem do hospital, nossa equipe liga todos os dias. Tentamos deixar essa estadia mais humanizada”, disse André Gregorin, coordenador da Central de Atendimento.

Ainda segundo ele, o processo de transferência não finaliza quando ocorre a transferência para outra cidade/Estado. A equipe de Remoção presta assistência aos familiares que estão com o paciente e mantém contato diariamente com o acompanhante. “Também fornecemos para eles o número de WhatsApp da equipe de remoção para que possam nos acionar a qualquer momento”, enfatizou Gregorin.

 

‘Perfeição no atendimento’

“Pude sentir que não estávamos sozinhos.” As palavras são de Sheila Benjamin, que ficou ao lado do marido, Romano Benjamin, durante sua luta contra a Covid-19. O empresário aderiu ao plano de saúde da Central Nacional Unimed há três meses e, em janeiro, era um dos pacientes atendidos em meio à crise que impactou Manaus. Foram 11 dias de internação, dos quais seis em Brasília (DF), para onde ele foi removido em 16 de janeiro.

“Meu primeiro contato com a Central Nacional Unimed, foi no dia 15, quando soubemos pelo gerente do hospital onde meu esposo estava internado, que o oxigênio estava acabando e seríamos transferidos. A chegada da ambulância para remoção, o cuidado com nossa segurança e a atenção dada, tanto pela equipe em terra, quanto aérea, foram impecáveis! Super pacientes, cuidadosos e humanos. Me emociono quando lembro”, afirmou.

A assistente social também se recuperava da doença, mas o quadro do administrador era bem delicado. Na capital federal, ambos foram encaminhados ao Hospital São Francisco. Logo no desembarque do aeroporto, a equipe de remoção da cooperativa nacional ligou diretamente para Sheila, que declarou se sentir amparada do começo ao fim do acompanhamento.

“Saber que eu tinha uma pessoa do meu plano de saúde disponível 24 horas para me ajudar, tirar dúvidas e até ouvir meu desabafo… Isso foi maravilhoso! Só tenho a agradecer a Deus e a vocês por tudo que fizeram: pela perfeição no atendimento e acompanhamento humanizados; pelo carinho, cuidado, profissionalismo e competência de toda a equipe. Pude sentir que não estávamos sozinhos”, disse.

 

‘Um dia de cada vez’

Com toda a família infectada pelo coronavírus, Nádia Léa Anveres Gomes precisou se afastar temporariamente do trabalho para cuidar da mãe e das irmãs. O caso mais grave foi o de Naira Alice. Mãe de um menino e na reta final da gravidez de uma menina, a industriária precisou ser internada e, após uma semana no Hospital Geral da Unimed Manaus, foi removida para o Hospital de Brasília — com infraestrutura neonatal, caso fosse necessária uma cesárea de emergência.

“Minha irmã Naira passou por momentos difíceis. Deus colocou anjos nas nossas vidas! Fomos muito bem assistidas e tivemos total suporte para ela, que está com 9 meses de gestação, se recuperando e vencendo um dia de cada vez. Só tenho a agradecer a Deus e à equipe médica. E tudo, incluindo minha viagem e hospedagem, foi custeado pelo plano de saúde”, declarou Nádia.

 

Parceria fundamental

O esforço para garantir o melhor suporte ao cliente também é fruto da tarefa conjunta com os prestadores da Central Nacional Unimed. A equipe regula vagas nas cidades maiores e mais próximas em tempo de voo, como Belém (PA), Imperatriz (MA) e Brasília (DF). Atualmente, as buscas estão centralizadas na capital do País, onde a cooperativa nacional conta com prestadores credenciados.

“Com o esforço de todos os parceiros do hospital (médicos, operadoras e fornecedores) conseguimos evitar uma situação mais trágica. Muitos pacientes foram transportados para outros Estados e puderam receber o tratamento digno e adequado que precisavam. A situação ainda não está resolvida e todos os cuidados são necessários para que possamos superar essa página da história”, disse Sérgio Pacheco, gerente Geral do Hospital Check-Up, de Manaus.

“É com grande orgulho que reconhecemos o esforço despendido pela Rede Direta de Brasília, em especial dos hospitais Santa Marta, Maria Auxiliadora e São Francisco, nessa missão de acolhimento aos pacientes e familiares. Eu agradeço aos parceiros pelo apoio neste momento de crise”, declarou Carlos Alberto da Cunha Fontes, gerente da Unidade de Negócios de Brasília da
Central Nacional Unimed.

“A parceria tem sido cada vez mais fortalecida, por meio do Carlos Alberto Fontes, que nos procurou para acolher os pacientes de Manaus. Montamos uma equipe exclusiva para recebê-los, com todo o apoio necessário, deixando disponíveis leitos clínicos e de UTI. Para nós, é muito gratificante prestar um serviço de excelência aos seus beneficiários”, afirmou Lenyra Paulino, gerente de Relacionamento Institucional do Grupo Santa Marta, de Brasília.

 

Célula Covid-19

Desde que a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou a pandemia da Covid-19, a Central Nacional Unimed elaborou uma série de medidas para prevenção e enfrentamento da doença. Uma delas foi a criação da Célula Covid-19 na Central de Atendimento, em março de 2020. Já são mais de 53 mil beneficiários atendidos em todo o País, com mais de 90% de resolutividade. Somente na capital do Amazonas, 2.122 pessoas receberam o suporte.

 

Calmaria após ‘tempestade’

De acordo com Diecson Raupp, superintendente de Rede da cooperativa nacional, após 15 dias marcados pela tensão em torno da crise de oxigênio e da falta de leitos nos hospitais públicos e privados da capital do Amazonas, a situação está mais “tranquila”. As remoções de pacientes da Central Nacional Unimed e de coirmãs para outras regiões do País, inclusive, cessaram.

“Vivemos momentos difíceis. Mas nenhum cliente Unimed que precisou de internação na nossa rede ficou desassistido. Fizemos 24 remoções aéreas de clientes Central Nacional Unimed e quatro de intercâmbio”, lembrou. “Hoje, nossos beneficiários estão conseguindo leitos apropriados dentro da necessidade de cada um, sem que a gente utilize outras regiões do País como retaguarda”, completou.

 


Fonte: Equipe de comunicação


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