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Cara feia é fome

Cara feia é fome

Cara feia é fome

15 Agosto 2016

07 de julho de 2016.

 

Cara feia pode ser fome, sim. Refiro-me, é claro, aos regimes tidos como milagrosos para reduzir o peso e adequá-lo às nossas características físicas, como altura, estrutura óssea, idade etc.
 

Dietas radicais prometem o melhor dos mundos: perda rápida dos quilos excedentes, muitas vezes com consumo de carne e gorduras, como é o caso da que propõe o corte de carboidratos. Nesta, não se ingere batatas, massas, feijão, arroz e doces, mas podemos comer alimentos ricos em proteína, como carnes e ovos.
 

Há todo o tipo de dieta, como as que permitem comer somente frutas, sopas ou shakes (compostos que substituem total ou parcialmente as refeições).
 

Sinto muito desapontar alguns adeptos dessa via fácil, mas o segredo para emagrecer é comer de tudo um pouco. Também temos de beber muita água, praticar exercícios sob orientação médica e de profissionais de educação física, e diminuir a ingestão de alimentos não industrializados.

 


 

É um processo relativamente lento, que implica mudança de hábitos e reeducação alimentar.
 

Perguntam-me com frequência quais os problemas das dietas radicais. Reitero que, como elas cortam ou restringem alguns tipos de alimentos, podem provocar hipoglicemia (redução da glicose no sangue), lentidão do metabolismo depois do regime de baixas calorias, perda de massa muscular e flacidez, dentre outras consequências nefastas.
 

A hipoglicemia, por exemplo, pode deixar a pessoa mal-humorada, irritada e mais sujeita ao estresse.
 

Com as refeições não se brinca. Consulte seu médico de confiança para contar como vai sua briga com a balança. É provável que ele indique um(a) nutricionista para elaboração de um regime específico, que considerará, por exemplo, seu histórico de saúde, eventuais doenças crônicas, hereditariedade, etc.
 

É importante ficar alerta sobre o uso de medicamentos que "auxiliam" a perda de peso, pois eles podem trazer consequências desastrosas.
 

Em alguns casos, quando a pessoa engorda por problemas emocionais, como ansiedade, também há a possibilidade de recorrer a um psicólogo ou psiquiatra para tratar as causas, não somente as consequências.
 

Antes de mais nada, mexa-se: caminhe, saia da frente da televisão e do computador, pratique esportes para queimar as calorias a mais. Faça pequenas refeições com mais frequência e evite doces, refrigerantes e bebidas alcoólicas. Acima de tudo, fuja das dietas radicais da moda!

 

*Francisco Pilla, médico ginecologista e diretor Administrativo e Financeiro da Central Nacional Unimed.



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