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Perigos da pisada torta

Perigos da pisada torta

Perigos da pisada torta

21 Março 2016

21 de março de 2016.
 

A pisada é o movimento que o pé faz quando damos um passo. Estima-se que 45% da população brasileira pisem de forma neutra e sem desvios. Do grupo restante, 50% se enquadram no tipo pronada, quando o pé faz o movimento para dentro. Os 5% que restaram fazem parte da categoria supinada, em que o movimento é feito para fora.
 

Entre os fatores da pisada torta estão: pé muito plano – também conhecido como pé chato –, pé cavo (arco plantar excessivamente alto), fraqueza e inativação muscular dos músculos do pé e do tibial posterior e alinhamento inadequado dos joelhos.
 

"Quem não pisa de forma adequada pode apresentar problemas, como dores na frente ou nas laterais dos joelhos e dos tornozelos, fascite plantar e desequilíbrio postural, o que pode provocar dores nas costas, especialmente na região lombar", explica Décio Blecher, ortopedista da auditoria médica da Central Nacional Unimed.
 

Para realizar o diagnóstico, é preciso passar por um exame físico realizado por ortopedistas. Com o auxílio do podoscópio, aparelho composto por um vidro grosso e um espelho iluminado embaixo, o especialista observará o apoio dos pés. Para corrigir o desvio, pode ser necessário passar por procedimentos cirúrgicos ou usar palmilhas para ter mais conforto na hora de caminhar. As famosas "botinhas", que tiveram seu auge nas décadas de 1980 e 1990, não são mais utilizadas para correção da pisada torta. "O ideal é deixar a criança descalça em superfícies irregulares, como areia e grama, e sempre calçada em áreas rígidas. O objetivo é estimular a musculatura do arco plantar para melhorar o seu desenvolvimento", conclui. Segundo o ortopedista, não existe um calçado para prevenir o problema, mas é fundamental que ele seja confortável e próprio para a atividade desenvolvida.

 

 



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