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Somente 0,2% dos clientes do segmento tiveram problemas no último ano

Somente 0,2% dos clientes do segmento tiveram problemas no último ano

Somente 0,2% dos clientes do segmento tiveram problemas no último ano

5 Agosto 2015

05 de agosto de 2015

 

É comum ouvir por aí que a saúde é um dos itens mais reclamados nos órgãos de defesa do consumidor. A informação além de equivocada está longe de ser verdadeira. Embora seja um dos serviços que mais reúne clientes - hoje, mais de 50 milhões de pessoas são atendidas por planos de saúde -, não lidera os rankings de reclamação oficiais. Muito pelo contrário. Nenhuma das 50 empresas listadas pelo Procon entre as mais reclamadas do país é operadora de saúde, por exemplo. Outro importante ranking, este do Ministério da Justiça, do Governo Federal, voltado aos direitos dos Consumidores, o Sindec, coloca os planos de saúde na 17ª posição entre os que mais reúnem insatisfeitos. O site Reclame Aqui, talvez o mais popular de todos, não listou nenhuma operadora de saúde entre as 20 empresas mais reclamadas.

Na contramão dos levantamentos comentados, a ANS divulgou semana passada o balanço das reclamações dos planos de saúde desde que foram obrigados a constituir uma ouvidoria para atender os consumidores insatisfeitos. O número divulgado, superior a 100 mil relatos de insatisfação no período, parece grande. E é. Assim como é grande também o número de usuários da saúde privada no país, mais de 50 milhões de pessoas, como apontado no primeiro parágrafo deste texto. Considerando este contingente de clientes e o número de reclamações em questão, constata-se, então, que somente 0,20% dos clientes da saúde tiveram problemas com o serviço no último ano.

"Repare como agora este número, antes assustador, mostra-se menos impactante e real. Este, sim, é o espelho da saúde privada no Brasil, que registra insatisfação evidentemente, mas que funciona bem e é a alternativa ao sistema público de saúde. Ainda assim é uma quantidade expressiva de queixas sobre a qualidade do atendimento e a dificuldade de marcar consultas, duas das principais reclamações recebidas pela ANS", explica o presidente da Central Nacional Unimed, Mohamad Akl, que também reforça a legitimidade da manifestação pública de insatisfação e: "mais importante do que considerarmos apenas a quantidade de reclamações é o que fazemos com elas, a forma como trabalhamos para solucionar as manifestações e, assim, oferecer a cada dia um serviço melhor", conclui.



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