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Como evitar a síndrome de burnout e a fadiga pandêmica

Como evitar a síndrome de burnout e a fadiga pandêmica

Exaustos da pandemia? Veja como manter os cuidados com a saúde física e mental e evitar que o cansaço se transforme em uma síndrome de burnout

Como evitar a síndrome de burnout e a fadiga pandêmica

8 Junho 2021

“Não aguento mais”, “Estou no meu limite”, “Até quando?”... Quantas vezes você falou ou ouviu essas frases nos últimos meses?

Estamos todos exaustos. Temos medo de contrair o novo coronavírus, de perder alguém, de ficar sem emprego. Sentimos culpa por não dar conta das metas do trabalho, de acompanhar a aula on-line com o filho, de limpar a casa.

A Organização Mundial da Saúde chama esse sentimento generalizado de fadiga pandêmica, que até desmotiva as pessoas a seguirem os protocolos de controle da COVID-19 de forma adequada. Mas como combatê-la e estimular o cuidado? E, no trabalho, evitar que esse cansaço evolua e leve ao esgotamento e ao burnout? É o que vamos aprender neste artigo!

 

Fadiga pandêmica: como manter os cuidados apesar do cansaço

Como evitar a síndrome de burnout no trabalho

 

Fadiga pandêmica: como manter os cuidados apesar do cansaço

A fadiga pandêmica é provocada pela soma de experiências, emoções e percepções. Ela leva muitas pessoas a deixarem de seguir os protocolos de segurança contra a COVID-19, exagerando na flexibilização do isolamento social ou ficando menos cuidadosas com o uso de máscaras e a higiene das mãos.

Tudo isso só agrava ainda mais a pandemia e prolonga o sentimento de exaustão. Então, o que podemos fazer para vencer essa fadiga pandêmica?

  • Foco no bem-estar - dedique energia ao que depende de você: sua saúde e seu bem-estar físico e emocional
  • Uso de máscara e higiene das mãos são seus aliados. É graças a essas medidas de proteção que você pode sair para uma caminhada, encontrar alguém ao ar livre ou trabalhar. Trate sua máscara com carinho: coloque, ajuste e retire sempre com as mãos limpas e troque a cada duas ou três horas, ou de acordo com orientações da fabricante. Retire-a segurando pelos elásticos. Higienize as mãos com frequência, dando preferência para uso de água e sabão e álcool em gel 70% quando estiver na rua.
  • Ler notícias com menos frequência. Muitas vezes, nos vemos imersos em um rolar de tela eterno, lendo sequências de notícias tristes – em inglês, existe até um termo para definir esse hábito: doomscrolling, mistura de doom (apocalipse) e scrolling (rolagem de tela) – ou assistimos a vários telejornais muito parecidos. Permita-se um descanso psicológico e alguns dias desconectado se esse hábito estiver provocando muita tristeza, desânimo ou ansiedade. Isso não significa negar a gravidade da situação ou esquecer do perigo, mas, sim, preservar-se de mensagens que lhe fazem mal. Que tal retomar hobbies como livros, filmes ou séries?
  • Aceitar seus sentimentos e limites (e também os dos outros!) e conversar sobre isso. Evite se cobrar demais sobre todas as coisas. É totalmente normal não estar 100% bem o tempo todo e rendermos menos do que gostaríamos, seja no trabalho ou nas atividades domésticas.

 

Como evitar a síndrome de burnout no trabalho

Quando cansaço e mal-estar não passam nunca e impedem, ou atrapalham, nossas atividades profissionais, é preciso ficar atento aos sinais de um possível esgotamento.

No início das medidas de isolamento social, muitos se animaram com a ideia de trabalhar de casa, o famoso home office, e ter mais tempo livre, que antes era usado para transporte.

Mas a realidade de muita gente tem sido trabalhar mais, na ânsia de mostrar produtividade e resultados, somando essa carga a todas as tarefas domésticas.

Tanta cobrança tem aumentado os casos de transtornos psíquicos, como a síndrome de burnout.

O que é a síndrome de burnout? É um transtorno psíquico que pode combinar sintomas de depressão, ansiedade e/ou síndrome do pânico. A diferença é que a causa está diretamente relacionada ao ambiente profissional: é o ponto máximo do estresse e esgotamento mental nele.

Normalmente, ela ocorre naqueles que têm um alto grau de envolvimento interpessoal nas suas funções, como os das áreas de educação, saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mães que enfrentam dupla jornada.

Com o receio do desemprego, o trabalho em casa e as fronteiras entre vida pessoal e profissional menos claras, o problema passou a atingir ainda mais carreiras.

É importante entender e saber reconhecer a síndrome de burnout para evitar de chegar a esse ponto e também para ajudar colegas numa situação de risco.

As principais características são:

  • Sentimentos de exaustão ou esgotamento de energia
  • Visão negativa e pessimista em relação ao próprio trabalho
  • Redução da eficácia profissional

Somam-se a isso outros sintomas físicos e comportamentais, como dores de cabeça frequentes, dores musculares, falta de apetite, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, depressão, apatia, ansiedade e irritabilidade.

Se não for tratada, pode evoluir para doenças como hipertensão, problemas cardíacos e gastrointestinais, além de depressão profunda e alcoolismo.

Quer saber como evitar a síndrome de burnout trabalhando em home office? Atenção às dicas:

  • Tente estabelecer a rotina e os horários como se estivesse no trabalho presencial, com intervalos e, se achar necessário, trocando a roupa
  • Nessa rotina, tenha um horário fixo para a prática de atividades físicas – sair para uma caminhada (com máscara, álcool em gel e distanciamento físico) ou fazer exercícios em casa, por exemplo
  • Se tiver muitas coisas para fazer, prepare uma lista de prioridades e se concentre em uma por vez. Esteja aberto e avise aos outros envolvidos que uma reorganização pode ser necessária, caso não seja possível terminar tudo no mesmo dia
  • Não se cobre para fazer coisas “úteis” no seu tempo livre, como vários cursos on-line relacionados ao trabalho após o expediente. Aprender coisas novas é bom, mas descansar também é preciso! Foque em atividades que lhe proporcionem maior bem-estar
  • Se possível, mantenha números de telefone diferentes para assuntos pessoais e profissionais
  • Não pule folgas ou férias. Mesmo que não seja possível fazer aquela viagem programada, o descanso é essencial para recuperar as energias
  • Se notar que algum colega apresentou redução de desempenho, de humor ou demonstra muito cansaço, chame-o para conversar e pergunte no que pode ajudar
  • Se você estiver se sentindo mal, não tenha medo e converse sobre as vulnerabilidades. Fazer isso evita que tenha “explosões” e brigas no trabalho
  • Acredite: não está fácil para ninguém. Se todo mundo está um pouco mal, nada melhor do que conversar sobre o assunto e encontrar uma forma conjunta de melhorar
  • Não tenha medo ou vergonha de procurar a ajuda profissional de um médico ou psicólogo. Sua saúde mental é coisa séria e precisa ser prioridade!

 

Fontes: OMS, Agência Brasil


Texto: Agência Babushka | Edição e Revisão: Unimed do Brasil

Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil


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